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Burlar Protetores de Link Teste de texto

28 de dezembro de 2010

Hamachi - Porque e como usar?

Bem galera... Prometi e aqui estou... Vou postar um tutorial de como utilizar o Hamachi.

Esse programinha é muito simples de se utilizar. Mas, primeiro, eu vou dizer o PORQUE usar essa ferramenta.

O Hamachi é um programa que simula uma rede local. Simples assim. E possui todas as configurações de uma rede local mesmo. Tem até um adaptador de rede, como uma placa de rede física.

Todas as configurações de Firewall, compartilhamento de dados e etc. estão ai. Numa outra oportunidade eu monto um tutorial sobre Redes =].

Bom Lucas, mas eu ainda não sei pra que usar essa ferramenta? Comofas agora?
Bom meu irmão, se você ainda não entendeu pra que você pode usar essa ferramentinha, sério, tá no blog errado. Mas, como todo mundo tem o seu dia de lerdeza, eu vou dizer...
O Hamachi pode ser usado para montar uma rede virtual para você jogar Counter Strike com o seu primo que mora na Amazônia. Ou o seu amigo da faculdade que está desesperado com uma porcaria de imagem que não fica certa na página Web que ele tá montando, ai você monta uma rede com ele pra ajudar (já aconteceu comigo, hasuhaushuah).
Lembrando porém, que a velocidade da rede vai depender da sua conexão de Internet... Internet lenta, rede lenta :D.

Bom, para ter o Hamachi, basta baixar aqui. Depois de baixado, é só executar e instalar. Com 5 ou 6 next você chega ao final dessa etapa. Simples e fácil. Se você nao conseguir, se mata... zoando, me procura no Twitter.

Agora vem a parte divertida, o Hamachi vai gerar sozinho um IP para você. Existe a possibilidade de modificar esse IP, mas não faça isso. Sério.


Agora, para iniciar, basta apertar o botão On/Off no canto superior esquerdo. Não ache estranho, mas o seu IP vai ser 0.0.0.0 antes de apertar o botão. Só vai gerar quando o programa for ativado.
Após isso, vamos criar uma rede.
Vá no menu Rede, depois na opção Criar uma rede. Vai abrir essa janela aqui.

Em ID da Rede, você coloca o nome da sua rede. No meu caso foi VPN-Lucas (Virtual Private Network). E, se achar necessário, uma senha para o acesso. É simples assim.
Agora, pode configurar as opções da rede criada.

Lacre Global é a Opção que deve ser marcada para não permitir novos membros na rede. Também pode ser gerada uma nova senha para a rede e a opção de exigir essa senha dos usuários. E, por ultimo mas não menos importantes, a Aprovação Manual, que diz se você precisa aprovar os usuários que irão entrar na rede. Por medida de segurança, é bom deixar marcado.

E Fim.

Existem algumas outras coisas legais a se fazer com o Hamachi, mas eu não vou dizer aqui no tutorial. Segredo profissional. Me segue no Twitter e tenta me convencer a te contar. Ou estuda e descobre. Não é díficil. :D

Até a próxima.

13 de outubro de 2010

30 de agosto de 2010

Video Aula Instalação do Ubuntu

video

Depois de muita luta, suor e enfrentamento contra os Hoster Youtube e MegaUpload, a Equipe Tutorial4Ubuntu conseguiu postar a bendita video aula sobre a Instalação do Ubuntu.
Aproveitem que é de graça :D

Ubuntu - Porque usar? Como instalar?

O Ubuntu é uma distribuiçao Linux mais difundida em todo o mundo (Clique aqui para ver o ranking). Aqui no Brasil ela é muito utilizada. Seu nome tem um significado complexo da uma língua nativa africana. Ser 'Ubuntu' é se preocupar com tudo e todos, referindo assim ao método de compartilhamento de aprendizagem que o Ubuntu possibilita.

Porque Usar?
Usar uma distribuição Linux é uma forma de tentar reduzir o monopólio de empresas sobre toda a tecnologia e as vantagens que ela trás. Ubuntu é gratuito e possui todas as caracteristicas de um sistema pago. Possui uma inteface gráfica amigável (desde sua instalação até a sua configuração) e fácil compreensão de seu funcionamento.
Alguns usuários reclamam do modo de armazenamento Linux. Mas é apenas falta de costume e uma certa preguiça de procurar as coisas, afinal, tudo está lá, apenas com nomes diferentes.
Sem problemas maiores para encontrar seus arquivos, o Ubuntu possui uma vantagem: É muito difícil pegar vírus. Ou seja, é muito mais seguro que os sistemas pagos. E isso tem uma lógica: Para que alguém vai roubar algo gratuito? Mas também tem uma explicação lógica e técnica: A maioria dos vírus utilizam autorização de administrador para acessar e modificar o sistema. Nos sistemas pagos, o ADM é utilizado normalmente, já no Ubuntu, esse ADM não está habilitado diretamente. Qualquer modificação tem que ser autenticada.
Claro que pessoas que pretendem migrar para um sistema adverso iram encontrar dificuldades. Normal, afinal praticamente nascemos usando Windows. Mas essa migração não é impossível. Basta ter paciência.

E aí? Vai tentar? Então aprenda a instalar o sistema :D ...

Como Instalar?
A instalação do Ubuntu é bem simples. O programa de instalação possui uma interface amigável e fácil de usar. Configurações de hora, localização, nomes, etc. estão logo no começo.
Pode ser que você encontre alguma dificuldade na hora de formatar o disco. Mas, basta lembrar: as extensões ext3 e a nova ext4 são mais aconselhaveis (similares a NTFS do Win). Se quiser compatibilidade com Windows, usar a extensão FAT. E não se pode esquecer da partição SWAP, que é a área do disco rígido que o sistema usará caso falte memória RAM.
Após isso, a formatação é automática. O próprio programa detecta outros sistemas já instalados e configuram o dual-boot, deixando assim utilizar outros sem problemas.
Mais detalhes sobre a formatação no nosso blog aqui.
Após instalação, vem a personalização. Aqui será necessário configurar usuários, imagens de fundo, temas, etc. É uma sessão muito boa de se fazer, mas depende de cada usuário. Por isso nao vou falar muito sobre ela. Para mais informações, procure no nosso blog nessa sessão.
É bom reforçar que talvez nesse quésito, o Ubuntu é muito melhor que os sistemas privados mais utilizados. Pode ser mudado ABSOLUTAMENTE tudo, basta você ter conhecimento suficiente para isso.
Após a personalização, partiremos para a instalação de programas. Para conhecer mais sobre alguns programas mais usados, temos uma postagem sobre isso aqui.
A instalação pode ser feita de uma forma simples, usando o Gerenciador de Programas que fica na barra de tarefas (semelhante ao Iniciar do WIN) ou pelo Gerenciador Synaptic. Nesses gerenciadores, basta um clique para instalar ou desistalar programas (lembrando que é necessária a autenticação root, ou seja, administrador para isso).
Existem também comandos para fazer essa instalação, como o 'apt-get install' que baixa e instala o programa ou o 'dpkg *.deb', que precisa que você já tenha na máquina baixado arquivos da extensão *.deb (semelhante ao *.exe do WIN) para poder funcionar.
Para mais informações sobre essa instalação você pode visitar as postagens do nosso blog. Para informações sobre os gerenciadores e comandos visite esse tópico. Para informações mais técnicas e detalhadas, visite esse tópico.
Sobre os drivers de hardware, normalmente não é necessário instala-los. Quase sempre vem incluidos no kernel quando instala o sistema. Mas, se por um acaso for necessário, existem comandos como o 'modprob' para ativar e desativar os módulos (drivers) de hardware. Existe também uma forma de efetuar isso sem precisar acessar o terminal, através da interface gráfica. Mais informações, nessa postagem.

E para simplificar tudo, um vídeo do nosso colega Celton para mostrar um passo-a-passo muito bom. Para ver é só clicar aqui.

Então, é só isso molecada. Tarde pra caral caramba. Hora de dormir. Qualquer dúvida ou problema posta nos comentários ai que a gente procura um técnico pra resolver. AHSUAHSUAS!!! Qualquer coisa é só pedir. Estamos aqui para isso.

Lucas :D
twitter: @sep_lucas

Tutorial Ubuntu - Drivers em geral

Concluindo nosso passeio pelos recursos e opções do Ubuntu, esta terceira parte aborda a instalação de codecs, drivers e outros pacotes adicionais, as atualizações do sistema e o gerenciamento de pacotes, configuração de impressoras, configuração da rede e outras opções de administração do sistema.
O Ubuntu não é a distribuição mais estável, nem a mais fácil de usar, mas a grande disponibilidade dos CDs de instalação e toda a estrutura de suporte criada em torno da distribuição acabaram fazendo com que ele se tornasse uma espécie de "default", uma escolha segura que a maioria acaba testando antes de experimentar outra distribuições. Isso faz com que ele seja a distribuição com mais potencial para crescer além da base atual.
Apesar disso, essa abordagem tem também seus problemas, já que a estrutura mais complexa torna mais difícil solucionar problemas inesperados, ou configurar o sistema de formas incomuns. O grande volume de serviços carregados por padrão e o grande volume de bibliotecas e componentes fazem com que o sistema seja mais pesado e consuma mais memória do que distribuições mais espartanas (como no caso do Slackware) o que torna imprático o uso em máquinas muito antigas, ou com menos de 512 MB de RAM. Como pode ver, nenhum sistema é perfeito e é justamente por isso que temos várias distribuições. Vamos então aos detalhes sobre a configuração do Ubuntu.
Assim como todas as inúmeras outras distribuições derivadas do Debian, o Ubuntu utiliza o apt como gerenciador de pacotes. Entretanto, para facilitar as coisas, o Ubuntu inclui também um conjunto de gerenciadores gráficos que, de certa forma, permitem juntar o melhor dos dois mundos.
Configurando os Repositórios
O gerenciamento dos repositórios é uma etapa importante da configuração do Ubuntu, já que eles determinam os pacotes que você poderá instalar posteriormente. A configuração é feita através do "Sistema > Administração > Canais de Software", que funciona como um configurador para o arquivo "/etc/apt/sources.list", onde são especificados os repositórios que serão usados pelo sistema. Os pacotes oficiais são divididos em 5 repositórios:
main: O repositório principal, que inclui os softwares suportados oficialmente pela equipe do Ubuntu. Este repositório inclui um número relativamente pequeno de pacotes, incluindo os pacotes do Gnome e os outros softwares instalados por padrão, os pacotes de internacionalização e alguns poucos pacotes adicionais. É basicamente o mesmo conteúdo da versão em DVD.
restricted: Este repositório inclui os drivers da nVidia, da ATI e alguns módulos adicionais para o kernel (agrupados no pacote "linux-restricted-modules") que possuem o código fonte fechado, ou possuem restrições com relação à modificação ou distribuição. Agrupá-los em um repositório separado foi a solução encontrada pela equipe do Ubuntu para poder distribuí-los como parte da distribuição.
Estes drivers ao gerenciados de maneira automática pelo gerenciador de drivers restritos ("Sistema > Administração > Drivers de hardware") que se encarrega de detectar os componentes e perguntar se você deseja ativar os drivers correspondentes.
universe: Como o nome sugere, o Universe inclui quase todos os demais pacotes, um conjunto que ultrapassa a marca dos 20 GB de arquivos. Ele é basicamente um snapshot do repositório do Debian instável, que recebe uma rodada de testes e correções antes de ser disponibilizado ao público. A grande diferença em relação aos pacotes do repositório main é que eles não são oficialmente suportados pela equipe de desenvolvimento; são apenas oferecidos como um extra. A maior parte do trabalho de manutenção do repositório Universe é feito por voluntários, incluindo aí o trabalho feito pela equipe do Debian.
multiverse: É uma derivação do Universe, que agrupa softwares distribuídos sob licenças "não livres", que possuam alguma restrição com relação à modificação ou distribuição. Inclui diversos codecs, emuladores, plugins, programas diversos e até mesmo alguns drivers de impressora. Assim como no caso do restricted, o multiverse foi criado para permitir que estes pacotes pudessem ser incluídos na distribuição, sem que "contaminassem" os repositórios principais.
partner: Este é um repositório mantido pela Canonical (sem relação direta com o Ubuntu) para disponibilizar componentes licenciados. Ele inclui o "adobe-flashplugin", que instala o suporte a flash no Firefox e pacotes de documentação para alguns codecs comerciais vendidos no http://shop.canonical.com.
Além das questões filosóficas, a divisão permite que os repositórios sejam seletivamente desativados, como no caso de uma empresa, onde a equipe de TI decidiu utilizar apenas os pacotes do repositório main, juntamente com alguns outros pacotes específicos, para prevenir o aparecimento de problemas.
Em situações normais, você simplesmente mantém todos os repositórios ativados, com a possível exceção dos repositórios com o código fonte, que são úteis apenas para quem está interessado em compilar seus próprios pacotes:
Você pode também escolher entre baixar os pacotes dos servidores principais (o archive.ubuntu.com) ou usar os servidores do Brasil (o br.archive.ubuntu.com) que costumam ser mais rápidos. Por default o instalador utiliza também os pacotes do CD-ROM de instalação, que inclui alguns pacotes extras que não são instalados juntamente com o sistema.
O que o gerenciador faz é simplesmente ativar ou desativar as linhas correspondentes dentro do arquivo "/etc/apt/sources.list" conforme você altera as opções, exatamente o mesmo que você faria ao editar o arquivo manualmente. As linhas referentes aos repositórios principais dentro do arquivo são:
deb http://archive.ubuntu.com/ubuntu/ intrepid main restricted deb http://archive.ubuntu.com/ubuntu/ intrepid universe deb http://archive.ubuntu.com/ubuntu/ intrepid multiverse deb http://archive.canonical.com/ubuntu intrepid partner
Cara cada um destes repositórios, está disponível também uma linha iniciada com "deb-src", que corresponde ao repositório com o código-fonte dos pacotes.
Apesar de parecerem complicadas, estas linhas são bastante simples. Tudo começa como "deb", que indica o início da configuração de um repositório. Em seguida, vai o endereço, a pasta com a versão e a sub-pasta com os arquivos do repositório específico. Os repositórios são acessados via http, você pode inclusive acessá-los pelo navegador.
Uma dica para quem gosta de arrumação é que você pode agrupar linhas com repositórios dentro da mesma URL, separando-os por espaço. Em vez das 4 linhas anteriores, você poderia usar apenas:
deb http://archive.ubuntu.com/ubuntu/ intrepid main restricted universe multiverse deb http://archive.canonical.com/ubuntu intrepid partner
O "intrepid" em cada linha especifica a versão do Ubuntu em uso. Ao atualizar do 8.10 para o 9.04, por exemplo, o "intrepid" em todas as linhas seria substituído por "jaunty". Aqui vai uma lista rápida dos nomes e versões para referência:


warty: 4.10
hoary: 5.04
breezy: 5.10
dapper: 6.06
edgy: 6.10
feisty: 7.04
gutsy: 7.10
hardy: 8.04
intrepid: 8.10
jaunty: 9.04


Repositórios Extras
Além dos repositórios principais, temos os repositórios adicionais, que são mantidos por equipes independentes. A principal função deles é oferecer pacotes que, por um motivo ou outro, não podem ser distribuídos através dos repositórios oficiais, como no caso da biblioteca libdvdcss2 (que permite assistir DVDs protegidos) e diversos codecs. O gerenciamento deles é feito através da segunda aba:
Por default, é incluído apenas o repositório partner, que na verdade é utilizado apenas para distribuir o plugin do flash para o Firefox.


Você pode ter acesso a um grande volume de pacotes adicionais voltados para multimídia adicionando o repositório do Medibuntu, especificando o "http://packages.medibuntu.org/" como URL e "free non-free" no campo dos componentes, como no screenshot. Isso equivale a adicionar a linha abaixo no sources.list:


deb http://packages.medibuntu.org/ intrepid free non-free


Ao tentar atualizar o sistema ou instalar algum novo pacote, após ativar repositórios adicionais, você receberá um erro similar a esse:
Ele indica que o sistema não possui a chave GPG de autenticação para o repositório adicionado, problema que podemos resolver manualmente.
O GPG é um sistema de encriptação composto de duas chaves, uma chave pública, que é distribuída abertamente, e uma chave privada, que é secreta. A chave privada pode ser utilizada para "assinar" arquivos, cuja autenticidade pode ser comprovada usando a chave pública. Isto é feito através de um truque matemático: a chave privada é uma espécie de equação extremamente complexa, que embaralha o conteúdo dos arquivos. A chave pública é um antídoto para ela, que permite reverter os dados a seu estado original. É impossível, entretanto, descobrir o conteúdo da chave privada usando a chave pública e, devido à sua complexidade, é também impossível fazê-lo via força bruta.
Do Ubuntu 6.06 em diante, o apt-get passou a operar em modo seguro, onde o desenvolvedor usa sua chave GPG privada para assinar seus pacotes e o apt-get usa a chave pública para verificar se o pacote que está sendo instalado não sofreu modificações. Este é um processo extremamente seguro, que visa ter certeza de que o pacote que está sendo instalado na sua máquina é exatamente o mesmo que foi disponibilizado pelo desenvolvedor, eliminando qualquer possibilidade de alguém de má-fé alterar o conteúdo pelo caminho.
Este é um nível se segurança que não possui similar no mundo Windows. Mesmo que alguém consiga invadir o servidor onde os pacotes estão hospedados, ou consiga dar upload de pacotes falsos usando uma senha roubada, não terá como falsificar também a assinatura dos pacotes, fazendo com que você seja avisado ao tentar instalar e o problema seja detectado instantaneamente.
O link para a chave GPG fica normalmente em posição visível no site do projeto. No caso do Medibuntu, por exemplo, o arquivo é o "http://packages.medibuntu.org/medibuntu-key.gpg".
Existem duas maneiras de instalar a chave. A primeira é baixar o arquivo manualmente (você precisará geralmente usar o wget ou outro gerenciador de downloads, já que o Firefox o exibe como texto, em vez de oferecer a opção de baixar) e usar a opção Autenticação > Importar Arquivo Chave" dentro do Canais de Software para adicionar a chave:
Outra opção é adicionar a chave via linha de comando, usando "gpg" e o "apt-key". Os comandos são um pouco longos, mas a vantagem nesse caso é que você não precisa procurar o arquivo da chave, já que ela é baixado automaticamente pelo próprio GPG.
O primeiro passo é abrir um terminal e rodar o "sudo apt-get update". Ele retornará um erro similar ao do gerenciador de atualizações, especificando o número da chave:
W: Erro GPG: http://packages.medibuntu.org intrepid Release: As assinaturas a seguir não puderam ser verificadas devido à chave pública não estar disponível: NO_PUBKEY 2EBC26B60C5A2783
Para adicioná-la, use os dois comandos a seguir, especificando o número da chave, que você pode colar usando o botão central do mouse. Na verdade, a identificação da chave são apenas os 8 dígitos finais, mas não faz diferença se você simplesmente copiar o número inteiro:


# gpg --keyserver subkeys.pgp.net --recv-keys 2EBC26B60C5A2783
# gpg --export --armor 2EBC26B60C5A2783 apt-key add -


É mais fácil executar os dois comandos diretamente como root, já que o GPG tem dificuldade em acertar o path quando executado através do sudo.
O primeiro comando se encarrega de baixar a chave, a partir do servidor do pgp.net, enquanto o segundo faz a importação. Note que é usado um pipe (|) para que a chave exportada pelo GPG seja lida pelo apt-key.
No caso específico do Medibuntu existe uma opção mais prática para adicionar a chave, que é simplesmente instalar o pacote "medibuntu-keyring ", que se encarrega de adicionar a chave do repositório:


$ sudo apt-get install medibuntu-keyring


Como pode imaginar, este pacote foi criado para simplificar a configuração do repositório por parte de novos usuários, uma vez que o repositório é usado por 7 em cada 10 usuários do Ubuntu. Entretanto, você ainda precisará seguir estes passos manuais ao adicionar outros repositórios.
Apesar dos pesares, a principal vantagem de adicionar os repositórios extras na configuração, em vez de simplesmente baixar os pacotes desejados manualmente é que os pacotes passam a ser incluídos nas atualizações do sistema, permitindo que você tenha acesso às atualizações. Eles também permitem que o sistema instale eventuais dependências automaticamente, simplificando muito a instalação. Outra vantagem é que outros pacotes disponíveis no repositório ficam disponíveis para quando precisar deles.
Gerenciando as Atualizações
Em seguida, temos as opções de atualização do sistema, que são agrupadas na terceira aba. Elas são divididas em 4 grupos:
security: Inclui as atualizações de segurança, que tapam as brechas do sistema, mas não adicionam novas funcionalidades aos programas. As atualizações de segurança são especialmente importantes no Ubuntu, já que o sistema não utiliza nenhum firewall por padrão, dependendo apenas das atualizações dos serviços. Elas são atualizações de baixo risco, que raramente causam problemas.
updates: Inclui todas as novas versões dos programas, o que representa mais de 80% das atualizações disponíveis. Se você está apenas interessado em manter seu sistema estável, baixando apenas as atualizações importantes, você pode desativar este repositório, mantendo apenas o security.
proposed: Contém atualizações em estágio de teste, que não são inteiramente estáveis. É uma espécie de versão "beta" do updates, que permite que você tenha acesso às atualizações em primeira mão, mas sem garantia de estabilidade. Se você não quer dor de cabeça, é melhor mantê-lo desativado.
backports: As versões do Ubuntu são suportadas por um período de 18 meses (nas versões normais), ou 36 meses (no caso das versões LTS), o que corresponde ao lançamento de duas ou cinco novas versões. Os backports são versões portadas de novas versões dos softwares, adaptados para rodarem nas versões antigas.
Eles permitem que você atualize alguns componentes do sistema (obtendo acesso a uma nova versão do Gnome ou do KDE, por exemplo), sem precisar atualizar o sistema inteiro. A principal observação é que os backports recebem apenas uma rodada rápida de testes, o que abre margem para o aparecimento de bugs inesperados. Justamente por isso, você tem a opção de desativá-los no gerenciador:
Estas opções correspondem às linhas com o "security", "updates" e "backports" dentro do sources.list:


deb http://archive.ubuntu.com/ubuntu/ intrepid-security main restricted
deb http://archive.ubuntu.com/ubuntu/ intrepid-security universe
deb http://archive.ubuntu.com/ubuntu/ intrepid-security multiverse
deb http://archive.ubuntu.com/ubuntu/ intrepid-updates main restricted
deb http://archive.ubuntu.com/ubuntu/ intrepid-updates universe
deb http://archive.ubuntu.com/ubuntu/ intrepid-updates multiverse
deb http://archive.ubuntu.com/ubuntu/ intrepid-backports main restricted universe multiverse


Definidos os repositórios, falta a configuração das atualizações automáticas, que são feitas através do Gerenciador de Atualizações ("Sistema > Administração > Gerenciador de atualizações"), a (muitas vezes irritante) setinha ao lado do relógio.
Por padrão, o sistema vem configurado para notificar sobre atualizações do security e do updates diariamente, o que resulta em um volume muito grande de pacotes a baixar e faz com que muitos optem por simplesmente desativarem as atualizações automáticas. Entretanto, você pode reduzir o número de avisos simplesmente desativando o updates (mantendo apenas o security) e especificando um intervalo maior para as atualizações.
Outra opção é desmarcar o "Verificando atualizações", o que faz com que ele deixe de exibir os avisos, se limitando a mostrar as atualizações disponíveis quando você clica sobre ele.
Embora não seja recomendável, é possível também remover completamente o gerenciador de atualizações e passar a fazer as atualizações manualmente. Nesse caso, você usaria o "killall update-notifier" e em seguida o "apt-get remove update-notifier".
Continuando, o gerenciador também avisa sobre a disponibilidade de novas versões do sistema, o que é ajustado através da última opção, onde você pode escolher entre receber avisos de todas as novas versões, atualizando a cada 6 meses, ou ser avisado apenas do lançamento de versões LTS, atualizando a cada 18 meses:
Como em outros sistemas, o upgrade direto de uma versão para outra é sempre um processo passível de problemas. O grande problema é que (por simples falta de mãos de obra suficiente) os upgrades são testados apenas em configurações comuns, onde o sistema é usado sem grandes modificações. Entretanto, na prática é comum que você use um conjunto de pacotes muito diferente do original, com muitos dos programas originais substituídos por outros, somado coma instalação de vários programas adicionais. Isso faz com que o trabalho do atualizador seja muito mais complicado e os resultados mais imprevisíveis, fazendo com que a atualização apresente defeitos diversos ou mesmo falhe completamente em alguns casos específicos.
Outra observação importante é que você nunca deve desligar o sistema no meio do processo de atualização, caso contrário você criará uma situação onde parte dos pacotes estão atualizados e outros não, o que será uma receita para o desastre no próximo boot.
O ideal é que você inicie a atualização no final do dia, deixando que o sistema baixe os pacotes e inicie o processo durante a noite e você possa apenas responder as configurações e terminar o processo na manhã seguinte. Como de praxe, é sempre importante fazer um backup completo do diretório home e de outras pastas do sistema onde guarde arquivos, só por via das dúvidas.
Gerenciadores: Synaptic e gnome-app-install
Além do gerenciador de atualizações e da dupla apt-get/aptitude, o Ubuntu inclui também o "gnome-app-install" (Aplicativos > Adicionar/Remover), que serve como um gerenciador simples, para instalar aplicativos comuns:
Ele é um aplicativo destinado a iniciantes, que permite instalar os programas mais usados com dois cliques. A principal vantagem é justamente o fato de ele ser simples e mostrar apenas uma lista de aplicativos mais usados, excluindo bibliotecas e componentes incomuns,
Para quem procura uma opção mais avançada, está disponível o Synaptic ("Sistema > Administração > Gerenciador de Pacotes Synaptic"), uma ferramenta originalmente desenvolvida pela equipe da Conectiva, mas que hoje pode ser encontrada em diversas distribuições. Ele pode ser instalado em outras distribuições derivadas do Debian via apt-get e também pode ser encontrado no Fedora e em outras distribuições da família do Red Hat.
O Synaptic parece complexo à primeira vista e até certo ponto realmente é, mas ele permite instalar e atualizar pacotes e alterar todas as principais configurações do apt (incluindo as fontes de atualização), sem precisar se preocupar com os arquivos de configuração. Ele oferece também uma função de busca que é bastante prática na hora de encontrar pacotes que você não lembra o nome, ou para localizar qual pacote inclui um arquivo ou componente específico.
A parte que mais assusta ao abrí-lo pela primeira vez é a quantidade de pacotes disponíveis, já que ele mostra todos os pacotes disponíveis em todos os mirrors ativados no "/etc/apt/sources.list", incluindo o Universe, Backports e outros. Os pacotes estão, naturalmente, divididos em categorias. Clicando sobre os pacotes, você vê a descrição e, nas propriedades, pode ver mais detalhes, como os arquivos que fazem parte do pacotes e suas dependências, ou seja, quais outros pacotes serão instalados junto, caso resolva adicioná-lo.
Os pacotes com o quadrado em branco são os disponíveis para instalação, os com o quadrado verde são os já instalados e os com o quadrado verde com a estrelinha são os que estão instalados, porém possuem atualizações disponíveis. O ícone do Ubuntu ao lado do quadrado indica os pacotes que fazem parte do repositório principal (ou seja, os que contam com suporte oficial), permitindo diferenciá-los dos pacotes que fazem parte do Universe ou de outros repositórios:
O Synaptic permite marcar várias ações (instalar, remover e/ou atualizar vários pacotes de uma vez), por isso é interessante principalmente para quem gosta de deixar o micro ligado à noite baixando e instalando coisas. Assim como no Gparted, as modificações são realizadas de uma vez ao clicar no "Aplicar".
Clicando no "Marcar Todas as Atualizações", você instala de uma vez todas as atualizações, o que inclui não apenas as atualizações de segurança, mas também todas as atualizações gerais, para todos os programas instalados. Essencialmente, é o mesmo trabalho feito pelo gerenciador de atualizações.
Dentro dos menus você encontra mais algumas opções úteis. A opção "Editar > Consertar Pacotes Quebrados", por exemplo, equivale ao comando "apt-get -f install", permitindo resolver automaticamente problemas causado pela instalação manual de pacotes com dependências quebradas.
A opção "Editar > Adicionar CD-ROM" permite que você adicione CDs ou DVDs contendo conjuntos de pacotes como repositórios para o apt-get, de forma que o Synaptic instale pacotes a partir dos CDs ao invés de baixá-los da Internet.
Você pode gerar as mídias usando o APTonCD, que oferece uma opção fácil para fazer download dos repositórios (certifique-se de ter bastante espaço em disco, já que repositórios como o Universe ultrapassam a marca dos 10 GB de pacotes). Ele pode ser obtido no http://aptoncd.sourceforge.net/ ou diretamente via apt-get ("sudo apt-get install aptoncd"). Se você acessa via proxy, pode configurar o Synaptic para utilizá-lo através do Configurações > Preferências > Rede.
Codecs e Plugins
O formato mais rudimentar para codificação de áudio é o WAV, que simplesmente armazena o som em formato não comprimido. Similarmente, o formato RAW permite salvar vídeos sem compressão, simplesmente gerando uma seqüência de imagens em bitmap com os quadros do vídeo. Os dois formatos são bastante simples e exigem pouco processamento para serem exibidos.
O grande problema é que os arquivos são muito grande, o que os torna impróprios para transmissão via web, ou mesmo para uso em sistemas de TV digital. Isso levou ao surgimento de diversos sistemas de compressão de áudio e vídeo, como o MP3, AAC, Vorbis (OGG), FLAC, MPEG-4, Theora, WMV e tantos outros, que permitem gerar arquivos menores.
Estes formatos podem ser divididos em dois grupos: os formatos livres, como o OGG, o FLAC e o Theora, cujos codecs podem ser distribuídos livremente e que por isso podem ser encontrados pré-instalados em quase todas as distribuições atuais e os formatos proprietários e/ou patenteados, como o MP3, AAC, MPEG-4, etc. cujos proprietários criam obstáculos para uso no Linux (e para a inclusão em players open-source ou gratuitos de maneira geral), restringindo ou cobrando royalties sobre a distribuição dos codecs.
Por melhores que sejam os codecs livres, na maioria dos casos a escolha do codec usado não é exatamente uma escolha, pois é feita não por você, mas sim por quem gerou o arquivo. Isso faz com que, no final das contas, você não tenha muita escolha a não ser manter uma boa coleção de codecs instalados, de maneira a poder abrir vários tipos de arquivos.
Entram em cena então os projetos de codecs open-source, como o Lame, que permite ouvir e gerar arquivos mp3. Eles são desenvolvidos através de engenharia reversa, onde o desenvolvedor analiza o resultado da codificação e decodificação usando os codecs originais e desenvolve um algoritmo próprio que gere um resultado similar. Estes algoritmos, juntamente com o restante do código-fonte são protegidos pela lei da livre expressão, uma vez que são apenas uma forma de descrever o funcionamento do algoritmo. Entretanto, quando compilados eles se enquadram na questão das patentes, o que dificulta a distribuição.
É importante enfatizar que a distribuição dos pacotes compilados do Lame e de outros codecs open-source não tem nada de ilegal. O grande problema é que abre margem para cobrança de royalties por parte dos detentores dos direitos, o que faz com que praticamente nenhuma das grandes distribuições os incluam por padrão, muito embora você possa instalá-los facilmente através de repositórios adicionais, como no caso do PLF (do Mandriva) e o Medibuntu.
Mas primeiras versões do Ubuntu, a Conical adotou uma postura bem conservadora, não incluindo os codecs em nenhum dos repositórios e não oferecendo nenhuma maneira simples de instalá-los. Com isso, os usuários precisavam adicionar os repositórios e instalá-los manualmente, o que levou ao surgimento de projetos como o Automatix, um conjunto de scripts que automatizava a instalação.
Nas versões atuais, as coisas são muito mais simples. A maior parte dos pacotes necessários são disponibilizados através do repositório multiverse e, ao tentar abrir um arquivo em um formato não suportado, o reprodutor de mídia dispara um assistente que localiza os pacotes necessários e oferece a instalação:
Você pode também instalar os pacotes diretamente usando o apt-get:


# apt-get install gstreamer0.10-ffmpeg gstreamer0.10-plugins-good gstreamer0.10-plugins-bad-multiverse gstreamer0.10-lame


Outra facilidade é o pacote "ubuntu-restricted-extras ", um metapacote que se encarrega da instalação de diversos componentes, incluindo o suporte a flash e java no Firefox, um conjunto bastante completo de codecs e até mesmo o pacote msttcorefonts, que instala algunas fontes truetype do Windows:


$ sudo apt-get install ubuntu-restricted-extras


Assim como outros metapacotes, o ubuntu-restricted-extras é apenas um pacote vazio, que lista vários outros pacotes em sua lista de dependências. Ao instalá-lo, o apt verifica a lista e instala junto todos os pacotes citados. Em outras palavras, ele é apenas uma âncora, destinada a facilitar a instalação de um grupo pode outros pacotes. Instalá-lo, equivale a instalar manualmente os pacotes:

gstreamer0.10-plugins-ugly gstreamer0.10-plugins-ugly-multiverse msttcorefonts flashplugin-nonfree unrar gstreamer0.10-plugins-bad gstreamer0.10-plugins-bad-multiverse gstreamer0.10-ffmpeg libavcodec-unstripped-51 gstreamer0.10-pitfdll libmp3lame0 libdvdread3 sun-java6-plugin


Para ativar o suporte a DVDs protegidos nos players de vídeo, é preciso instalar o pacote libdvdcss2, que inclui a biblioteca necessária para quebrar a encriptação. Ele complementa o pacote "libdvdread3", que permite visualizar os menus de abertura dos DVDs. Ele está disponível no repositório do Medibuntu, que você precisa ter ativado previamente:


$ sudo apt-get install libdvdcss2


Diferente de softwares anteriores, que utilizavam um conjunto de chaves de encriptação crackeadas para ganhar acesso aos DVDs, o libdvdcss utiliza um sistema mais elegante, onde a biblioteca gera um conjunto de chaves de desencriptação, que testa uma a uma até encontrar uma que permita abrir o disco.
A legalidade do libdvdcss2 nunca foi contestada na justiça (e é improvável que isso aconteça agora, quando o DVD já está em processo de substituição pelo BlueRay), mas a possibilidade de contestação com base no DMCA (a lei norte-americana que proíbe a circunvenção de sistemas de criptografia) faz com que ele não seja incluído nos repositórios oficiais do Ubuntu, daí a necessidade de instalá-lo a partir do Medibuntu.
Outro pacote recomendável em se tratando de formatos de mídia é o w32codecs, que permite abrir arquivos WMV e QuickTime. Ele inclui alguns arquivos .dll extraídos dos players para Windows o que faz com que (muito embora os players sejam de uso gratuito) eles sejam considerados proprietários e por isso não incluídos nos repositórios principais. Este é mais um pacote que pode ser encontrado apenas no Medibuntu:


$ sudo apt-get install w32codecs


Se por acaso a placa de som não tiver sido detectada pelo sistema, experimente instalar o pacote "alsa-firmware". Ele inclui alguns firmwares proprietários que são necessários para ativar algumas placas, como a ESS Maestro3, Tascam USX2Y USB, Turtle Beach Wavefront e a Yamaha DS-1 PCI. Depois de instalá-los, rode o "sudo alsaconf" no terminal (ou reinicie o micro) e ela deverá passar a funcionar normalmente:


$ sudo apt-get install alsa-firmware


O Medibuntu inclui também pacotes para o Acrobat Reader (http://get.adobe.com/br/reader/otherversions/), Skype (http://skype.com/download/skype/linux/) e o Google Earth (http://earth.google.com.br/download-earth.html).
Estes pacotes possuem exatamente os mesmos arquivos que seriam copiados ao instalar os aplicativos manualmente. A vantagem é que a instalação é mais simples e você passa a poder atualizá-los via apt-get, juntamente com o restante do sistema:


$ sudo apt-get install acroread skype googleearth


Caso esteja interessado no Picasa ou no Google Desktop, baixe o pacote .deb no http://desktop.google.com/linux/ ou http://picasa.google.com/linux/ e instale usando o dpkg, como em:


$ sudo picasa_3.0-current_i386.deb


Estes pacotes são desenvolvidos para não possuírem dependências externas e poderem por isso serem instalados no Debian, no Ubuntu ou em qualquer distribuição derivada deles. Em compensação, o fato de os pacotes incluírem todos os componentes necessários faz com que eles sejam muito grandes. Se eles fossem lançados como aplicativos open-source e os pacotes fossem compilados pela equipe do Ubuntu, aproveitando os componentes já incluídos no sistema, os pacotes seriam bem menores.
Com relação aos players de mídia Ubuntu utiliza por padrão o Totem, que é o player padrão do Gnome. Ele foi criticado nas primeiras versões por incluir poucas funções, ma nas versões atuais ele se tornou um player bastante competente. De qualquer maneira, é interessante ter à mão também o VLC e o Mplayer, que permitem abrir muitos vídeos danificados ou em formatos exóticos, onde Totem pede água:


$ sudo apt-gt install vlc mplayer


Outra boa opção é o Dragonplayer, um derivado do Mplayer, que utiliza uma interface simples. Ele depende de várias bibliotecas do KDE, por isso é interessante apenas se você pretender instalar também outros aplicativos baseados no QT:


$ sudo apt-get install dragonplayer


Drivers Adicionais


Um problema clássico das distribuições Linux, que em maior ou menor grau persiste até hoje é a questão dos drivers proprietários, que são distribuídos em formato binário (ou seja, sem que o código fonte seja disponibilizado) ou através de licenças restritivas, que impeçam a redistribuição. Estes dois fatores fazem com que as grandes distribuições não os incluem por padrão, resultando no clássico problema de você precisar baixar e instalar o driver manualmente.
O "Drivers de hardware" (Gerenciador de drivers restritos) foi a solução encontrada pelos desenvolvedores do Ubuntu para facilitar a instalação dos drivers, sem contudo precisar incluí-los diretamente na distribuição. Ele é um utilitário que detecta o uso de dispositivos que precisam de drivers adicionais e se oferece para instalá-los automaticamente:
A lista inclui os drivers 3D para placas da ATI e da nVidia e também drivers para placas wireless com chipset Atheros (que nas versões recentes passaram a vir pré-instalados no sistema) e também drivers para algumas impressoras, softmodems e placas de TV.
Embora ajude, o utilitário está longe de ser infalível, por isso problemas são relativamente comuns. Na maioria dos casos, você pode simplesmente desativar o driver e refazer a instalação usando os passos manuais, mas em casos de problemas na instalação dos drivers 3D você pode cair no clássico caso do X não abrir mais. Nesses casos, a solução é pressionar Ctrl+Alt+F2 para ir ao terminal de texto e remover o driver manualmente, reinstalando o driver open-source em seguida, como em:


# apt-get remove --purge fglrx* xserver-xorg-video-ati


# apt-get install xserver-xorg-video-ati


Note que os pacotes com os drivers do X.org no Ubuntu recebem todos o prefixo "xserver-xorg-video", como em "xserver-xorg-video-nv" ou "xserver-xorg-video-intel".
Outra iniciativa para facilitar a instalação dos drivers de placas ATI e nVidia no Ubuntu (este não suportado oficialmente) é o Envy, disponível no: http://albertomilone.com/nvidia_scripts1.html
Configurando Impressoras
As versões recentes do Ubuntu utilizam o system-config-printer, que é o mesmo utilitário de configuração de impressoras usado no Fedora (versões antigas usavam o "gnome-cups-add", que era bem mais limitado). Ele está disponível através do "Sistema > Administração > Impressão" e permite adicionar impressoras (tanto impressoras locais quanto de rede) de forma bastante simples através do "Server > New > Printer".
Para instalar uma impressora compartilhada em uma máquina Windows (ou em um servidor Linux rodando o Samba), você usaria a opção "Windows Printer via Samba", usando a função de localizar, ou especificando o endereço da impressora na rede, como em "smb://servidor/impressora" e para adicionar uma impressora compartilhada através do Cups usaria o "Internet Printing Protocol (ipp)" indicando o endereço do servidor.
Entretanto, na grande maioria dos casos você não precisará fazer nenhuma configuração adicional, já que as impressoras locais suportadas são automaticamente adicionadas pelo Cups, com a interface servindo mais para ajustar as preferências de impressão e (em um servidor ou em uma máquina usada por vários usuários) as permissões de impressão.
Uma crítica comum às versões antigas do Ubuntu era que elas não ofereciam nenhuma opção simples para compartilhar impressoras usando o recurso nativo de compartilhamento do Cups (acessível através da porta 631) nem para acessar impressoras compartilhadas em outras máquinas. Naturalmente, era perfeitamente possível fazer a configuração manualmente, editando o arquivo "/etc/cups/cupsd.conf", mas esta não era uma solução muito prática.
Isso foi solucionado com a inclusão de uma seção dentro da configuração, disponível através do "Server > Settings". Basta marcar a opção "Publish shared printers connected to this system" para que as impressoras sejam automaticamente compartilhadas com outras máquinas Linux da rede. Para que o compartilhamento funcione, é necessário que a porta 631 esteja aberta no firewall (caso usado):
Como pode imaginar, a opção "Mostrar impressoras compartilhadas por outros sistemas" é destinada a ativar a configuração automática de impressoras compartilhadas em outras máquinas, e deve ser ativada em todas as outras máquinas da rede de onde você pretender usar a impressora. Desde que as outras máquinas também estejam com a porta 631 aberta no firewall e estejam utilizando uma versão minimamente atual do cups, a configuração é também feita de forma automática.
Por default, o servidor permite apenas impressões a partir de micros da rede local (ele verifica a faixa usada pela interface e cruza com uma tabela de endereços de rede interna), o que evita a possibilidade de você esquecer a impressora compartilhada ao se conectar diretamente à web (usando um modem 3G, por exemplo), e algum engraçadinho se aproveitar disso para acabar com seus cartuchos.
Concluindo, a opção "Permitir administração remota" permite que a interface de administração do Cups seja acessada via navegador por outras máquinas da rede local, através da porta 631 do seu micro, como em "http://192.168.1.21:631". Por padrão, a interface pode ser acessada apenas localmente.
É possível também acessar as impressoras compartilhadas através de PCs com o Windows, mas nesse caso você precisa fazer a instalação manualmente, através do "Painel de Controle > Impressora > Adicionar Impressora > Impressora de rede". Selecione a opção "Conectar-se a uma impressora na internet ou na intranet" e preencha o campo "URL" com o endereço do servidor, seguido por um "/printers/" e o nome da impressora (da mesma maneira que aparece na interface de administração) como em "http://192.168.1.1:631/printers/Officejet-J3600-series". Você vai precisar ter em mãos os CDs com os drivers para Windows da impressora, já que ele não é capaz de usar os drivers do Cups, como no caso dos clientes Linux.
Para as impressoras e multifuncionais da HP, é usado o "Sistema > Preferências > HPLIP Toolbox". Como você já deve ter me visto dizer várias vezes, as impressoras e multifuncionais da HP possuem um excelente suporte no Linux, graças aos esforços da própria HP em desenvolver drivers e utilitários open-source para Linux. Graças a isso, os drivers de impressão são diretamente integrados às distribuições e (desde que você esteja usando uma distribuição suficientemente recente) as impressoras são detectadas automaticamente quando plugadas.
O HPLIP Toolbox complementa os drivers, oferecendo as opções para enviar fax e escanear imagens (disponíveis ao usar uma multifuncional), monitorar o nível dos cartuchos e outras funções. Ele possui também uma opção para detectar novas impressoras (Atualizar dispositivo), mas na grande maioria das vezes a detecção é automática:
Para usar as funções de escaneamento de páginas, é necessário instalar os pacotes "sane" e "xsane", que não são instalados por padrão no Ubuntu:


$ sudo apt-get install sane xsane


Com o Sane instalado, clicar no "Iniciar trabalho de digitalização" abre uma janela do Xsane, onde você pode ajustar as opções de cor, brilho contraste e assim por diante. Terminado, basta clicar no "Digitalizar" para escanear a imagem:
Configuração da Rede
O Ubuntu gerencia as interfaces de rede usando o NetworkManager, um utilitário de configuração de rede de "nova geração", que utiliza as informações coletadas pelo HAL para detectar as interfaces que estão disponíveis, oferecendo um menu de opções que permite que você se conecte a redes wireless e alterne entre as redes disponíveis de maneira bastante prática.
Ao ativar o transmissor da rede wireless, ele detecta as redes disponíveis e mostra a lista através do applet ao lado do relógio. Ao se conectar a uma rede protegida, ele se oferece para salvar a passphrase e guarda a configuração, passando a se conectar à rede automaticamente quando ela estiver disponível:
Ao plugar um cabo de rede, ele chaveia automaticamente da rede wireless para a rede cabeada, obtendo a configuração via DHCP. Desconectando o cabo de rede, ele volta a tentar se conectar a uma das redes wireless disponíveis, e assim por diante.
Por default, ele tenta configurar todas as conexões via DHCP (e desativa a conexão caso o DHCP não esteja disponível, ou o servidor esteja fora do ar), mas você pode também configurar os endereços manualmente acessando as propriedades da interface, clicando com o botão direito sobre o applet e acessando o "Editar conexões".
A partir do Ubuntu 8.10 ele oferece suporte até mesmo a alguns modems 3G, modems ADSL configurados em modo bridge (conexão via PPPoE) e até mesmo a conexão com VPNs, oferecendo uma solução de conectividade bastante completa.
Embora tenha sido criticado em suas primeiras versões, devido a problemas diversos, o NetworkManager cresceu e se tornou uma solução bastante estável a partir do Ubuntu 8.10.
De qualquer forma, o uso do NetworkManager não impede que você configure a rede manualmente caso desejado; para isso, basta adicionar a configuração da rede no arquivo "/etc/network/interfaces". O NetworkManager monitora a configuração do arquivo e deixa de monitorar interfaces manualmente especificadas nele.
Por padrão, o arquivo inclui referência apenas à interface de loopback, permitindo que o NetworkManager monitore as demais interfaces:

auto lo iface lo inet loopback


Ao adicionar uma configuração manual de rede dentro do arquivo, o sistema passa a usar a configuração especificada, desativando o uso do NetworkManager. Esta é uma boa solução se você usa um desktop conectado a uma rede cabeada e não tem necessidade de ficar alternando entre redes. Um exemplo de configuração seria:

auto lo eth0 iface lo inet loopback iface eth0 inet static address 192.168.1.23 netmask 255.255.255.0 network 192.168.1.0 broadcast 192.168.1.255 gateway 192.168.1.1


Se você estiver usando uma placa wireless, a configuração manual é feita em dois passos. O primeiro é gerar o arquivo de configuração do wpa_supplicant, usando o wpa_passphrase, especificando o nome da rede (ex: rede) e a passphrase de acesso (ex: 123456), como em:


# wpa_passphrase rede 123456 > /etc/wpa_supplicant.conf


Assim como em outros comandos que escrevem diretamente em arquivos, ele precisa ser executado diretamente como root, não com o sudo.
Com o arquivo de configuração gerado, falta apenas a configuração no arquivo "/etc/network/interfaces". A configuração é a mesma que a usamos para placas cabeadas, com a adição de duas novas linhas, que ativam o uso do wpa_supplicant e indicam o arquivo de configuração que será usado, como em:

auto lo wlan0 iface lo inet loopback iface wlan0 inet static address 192.168.1.23 netmask 255.255.255.0 network 192.168.1.0 broadcast 192.168.1.255 gateway 192.168.1.1 wpa-driver wext wpa-conf /etc/wpa_supplicant.conf


Edite também o arquivo "/etc/resolv.conf", adicionando os endereços dos servidores DNS (um por linha), como em:


nameserver 208.67.222.222 nameserver 208.67.220.220


Se mudar de idéia, basta desfazer as alterações e o NetworkManager voltará a gerenciar as interfaces.
O NetworkManager roda como um serviço de sistema, e não como um aplicativo. É por isso que você não consegue desabilitá-lo diretamente através do ambiente gráfico. O ícone que aparece ao lado do relógio é na verdade uma instância do "nm-applet", um pequeno utilitário destinado apenas a mostrar as redes disponíveis e permitir que você altere a configuração.
Para desativá-lo, é necessário parar diretamente o serviço, usando o comando "/etc/init.d/NetworkManager stop" (para o serviço temporariamente) ou "update-rc.d NetworkManager remove" (desativa em definitivo, fazendo com que ele deixe se ser carregado durante o boot). Entretanto, isso é desnecessário na maior parte dos casos, uma vez que você pode desativá-lo simplesmente especificando a configuração de rede no "/etc/network/interfaces".
Instalado o KDE
A decisão da equipe do Ubuntu em utilizar o Gnome como desktop padrão, levou ao surgimento do Kubuntu, uma versão derivada que tem por objetivo oferecer uma opção baseada no KDE.
A idéia do Kubuntu é manter as principais características do Ubuntu original, compartilhando do mesmo repositório de pacotes, utilizando uma versão levemente modificada do mesmo instalador e mantendo o uso dos mesmos serviços e utilitários básicos, mas substituir o ambiente de trabalho e os aplicativos por versões alternativas, baseadas na biblioteca QT.
A equipe do Kubuntu é também a responsável pelo desenvolvimento dos pacotes do KDE e de aplicativos baseados nele, que estão disponíveis no repositório Universe, garantindo que aplicativos como o Konqueror e o K3B possam ser instalados também sobre o Ubuntu, sem percalços, basta usar o apt.
Como de praxe, o volume de dependências ao instalá-los sobre o Ubuntu é considerável, uma vez que será necessário instalar também as bibliotecas do KDE, mas isso não chega a ser um grande problema para quem utiliza uma conexão de banda larga.
Se você preferir instalar o KDE completo, a melhor opção é instalar o meta-pacote "kubuntu-desktop", que instala um conjunto completo (pouco mais de 240 MB), contendo o KDE e o conjunto básico de aplicativos. A partir daí, ambos os ambientes ficam instalados e você pode escolher qual usar na tela de boot:

$ sudo apt-get install kubuntu-desktop


Se preferir um conjunto menor, apenas com os pacotes base do KDE, experimente instalar o pacote "kdebase". Acrescente sempre o pacote "kde-i18n-ptbr" na atualização, para que os aplicativos fiquem em português:


$ sudo apt-get install kdebase kde-i18n-ptbr


Mais Opções de Administração
Na segunda parte do tutorial, mostrei as opções do "Sistema > Preferências", que inclui as opções de usuário. Vamos agora ao resumo das opções do "Sistema Administração" que ainda não foram abordadas em outros tópicos:
Autorizações: As primeiras versões do Ubuntu simplesmente utilizavam o gksu para executar as ferramentas administrativas que precisavam de acesso de root, solicitando a senha antes de abrir. A partir do Ubuntu 8.04 passou a ser usado o PolicyKit, que permite ajustar as permissões de maneira mais granular, melhorando a segurança geral do sistema. Visualmente, não existem grandes mudanças, já que os aplicativos continuam confirmando sua senha antes de permitirem acesso às configurações, mas internamente o sistema é bem diferente.
O Autorizações (polkit-gnome-authorization) é uma interface para o PolicyKi, que permite ajustar as permissões. Ele é intencionalmente pouco intuitivo (já que a idéia é que seja usado apenas por usuários avançados) mas a configuração não é tão complicada quanto pode parecer à primeira vista.
A coluna da esquerda inclui os aplicativos, organizados com base no desenvolvedor (Gnome, Ubuntu, etc.) e a da direita permite ajustar a autenticação. O "Console Ativo: No" simplesmente desativa os botões de destravamento, bloqueando o acesso às opções administrativas dentro do aplicativo, para todos.
O "Admin Authentication" (que é o default para a maioria das opções) faz com que elas fiquem acessíveis apenas para os usuários do sistema que podem usar o sudo, enquanto o "Authentication" libera o uso para todos os usuários do sistema (depois de confirmar a senha).
As opções "keep session" e "keep indefinitely" permitem salvar a senha (apenas durante a sessão, ou indefinidamente), para que você não precise digitar a senha novamente toda hora:
De uma maneira geral, você utilizará o Autorizações apenas quando quiser liberar o acesso a algum utilitário específico para usuários não administrativos (ou seja, outros usuários do sistema, que não foram incluídos no grupo "admin" e que por isso não possuem permissão para usar o sudo) ou quando quiser mudar o default para que a senha seja solicitada apenas uma vez por sessão.
Create a USB statup disk: Permite instalar o sistema em um pendrive, com direito a uma imagem de loopback para salvar as configurações e programas adicionais. Veja mais detalhes no: http://www.gdhpress.com.br/blog/ubuntu-em-pendrives/
Data e Hora: Apesar de ser uma configuração básica, o ajuste da data no Linux é uma configuração de sistema, que pode ser alterada apenas pelo root, daí a necessidade de clicar no "Desbloquear" para liberar a edição. O principal motivo disso é que o horário do sistema é utilizado por diversos serviços, tendo efeito até mesmo sobre o uso das chaves PGP.
Se o relógio estiver muito atrasado (como em casos em que a placa-mãe perde as configurações do setup e o relógio volta à data default, alguns anos no passado) o apt-get passa a exibir um "Unknown error executing gpg" ao tentar instalar pacotes.
A principal dica é que você não precisa ficar se preocupando em ajustar o horário do relógio manualmente, nem ficar corrigindo atrasos causados por imprecisão do relógio da placa-mãe; basta usar a opção "Configuração: Manter sincronizado com servidores na Internet", que ativa o sincronismo via NTP:
Ao ativar a instalação, o utilitário pedirá permissão para instalar o NTP, que é o serviço responsável pelo sincronismo do relógio. O NTP permite que o relógio da sua máquina seja sincronizado em relação a servidores ligados a relógios atômicos, com o sincronismo sendo feito de maneira automática. O protocolo NTP leva em conta o ping entre as máquinas e outros fatores para fazer as atualizações, o que resulta em um horário extremamente preciso.
Drivers de hardware: Este é o link para o gerenciador de drivers restritos, que permite instalar os drivers da nVidia, ATI e outros drivers proprietários no Ubuntu. Na maioria dos casos, você não precisará se preocupar com ele, uma vez que ele fica ativo ao lado do relógio e pergunta se você quer instalar os drivers correspondentes sempre que detecta uma placa compatível. Entretanto, ele fica disponível para quem você possa desativar os drivers em caso de problemas.
Editor de Partições: Este nada mais é do que um atalho para o Gparted.
Ferramentas de rede: Este é um utilitário de verificação e diagnóstico de redes, que mostra a configuração atual de cada uma das interfaces de rede (incluindo os endereços, volume de dados transmitidos, MTU, velocidade do link e outras informações) e inclui opções para traçar rotas, verificar as portas abertas em outras máquinas, ver as conexões abertas e assim por diante. Ele é na verdade uma interface para ferramentas em texto, como o ifconfig, ping, netstat, traceroute, nmap, dig, finger e whois, que são velhas conhecidas dos administradores de sistema:
Ele facilita bastante as coisas em diversas situações, permitindo que você faça uma varredura de portas em uma máquina da rede (ou em um servidor remoto) de forma rápida, sem precisar lidar com os parâmetros do nmap, por exemplo.
Janela de início de sessão: Este é um atalho para o gdmsetup, que é o configurador usado em distribuições que utilizam o GDM como gerenciador de login. Além das opções visuais e de acessibilidade, o configurador inclui opções para ativar o XDMCP, que permite que você se logue em outras máquinas da rede e rode aplicativos remotamente.
Por não utilizar nenhum tipo de encriptação, o XDMCP é bastante inseguro, mas você pode usá-lo como uma forma simples de acessar outras máquinas da rede local. Para isso, basta acessar a aba "Remoto" e mudar a opção para "Simples com o navegador de faces" (a opção "Mesmo que o local", não funciona em algumas versões do GDM, um bug bem conhecido).
Para que a alteração entre em vigor, é necessário reiniciar a máquina, ou reiniciar o serviço gdm através de um dos terminais de texto puro. A partir daí, basta usar a opção "Opções > Sessão Remota via XDMCP" na tela de login das outras máquinas para abrir a sessão remota. Você vê a tela de login do servidor e pode se logar usando qualquer um dos logins cadastrados.
Na aba "Segurança" você pode ativar ou desativar o login automático (a mesma opção que é oferecida durante a instalação) e, caso realmente faça questão, ativar o login como root (a opção "Permitir início de sessão do administrador"), que vem desativado por padrão.
Log do sistema: Este é um gerenciador de logs simples, que reúne vários arquivos de log do sistema em um único local, facilitando o acesso a eles.
Serviços: Este é o atalho para o services-admin, o gerenciador de serviços do sistema. Ele mostra apenas um conjunto reduzido de serviços, considerados opcionais. Para ver a lista completa, é necessário abrir o terminal e ir diretamente à pasta "/etc/rc2.d", onde ficam os links que carregam os serviços durante o boot.
Outra observação importante é que, no Ubuntu, a maioria dos componentes do sistema carregados durante o boot não são serviços, mas sim componentes do Gnome e acessórios diversos, carregados durante a abertura do ambiente gráfico, que podem ser desativados através do "Sistema > Preferências > Sessões".
Suporte a Idiomas: Por default, o instalador baixa apenas os pacotes de idioma para a linguagem escolhida da tela de boot. Entretanto, você pode instalar o suporte a vários idiomas e alternar entre eles conforme desejado. Isso acaba sendo bastante útil se você divide o PC com pessoas que falam outras línguas, ou se precisar de screenshots do sistema em outros idiomas para usar em artigos ou wikis.
Teste de hardware: Uma das grandes dificuldades em qualquer distribuição é manter o sistema compatível com o maior número de máquinas possível, evitando regressões (quando um componente que funciona em uma versão deixa de funcionar na seguinte), adicionando novos drivers e incluindo workarounds (scripts, exceções ou remendos diversos) para adicionar suporte a periféricos difíceis. Este é um problema ainda mais crítico no caso do Ubuntu, onde o sistema se propõe a detectar tudo automaticamente, escondendo as configurações.
Fonte: http://www.guiadohardware.net/tutoriais/ubuntu/

29 de agosto de 2010

UM POUCO SOBE CADA SOFTWARE

BrOffice
As Origens do BrOffice.org: o StarOffice e o OpenOffice.org
A origem do BrOffice.org remonta a meados da década de 90, quando a empresa alemã Star Division criou um pacote de escritório chamado StarOffice e começou a distribui‑lo gratuitamente para as plataformas Windows e Linux.
Em 1999, a Star Division foi adquirida pela empresa americana Sun Microsystems. Logo após lançar o StarOffice 5.2, em 13 de Outubro de 2000, a Sun Microsystems doou parte do código fonte do StarOffice para a comunidade de código aberto, tornando-se colaboradora e patrocinadora principal do recém lançado projeto OpenOffice.org. A iniciativa ganhou o apoio de diversas organizações do mundo tecnológico como Novell, Red Hat, Debian, Intel, Mandriva, além das importantes contribuições de desenvolvedores independentes, ONGs e agências governamentais. Essa comunidade, formada por programadores e usuários do mundo inteiro, é quem desenvolve o pacote desde então. Todos fazendo com que o OpenOffice.org não seja apenas uma alternativa livre em suítes de produtividade, mas a melhor e a mais avançada solução de automação de escritórios. Além, é claro, de uma formidável comunidade colaborativa.
Durante todo esse tempo, são quase 50 milhões de downloads contabilizados, dos mais de 40 idiomas diferentes nos quais o OpenOffice.org está disponível. Ao ser disponibilizado sobre as plataformas GNU/Linux, Windows, Sun Solaris e Mac OS X (X11), entre outras, o OpenOffice.org rompeu a barreira da conectividade, integrando usuários dos mais variados perfis e estabelecendo o Software Livre como uma alternativa concreta no até então invariável mercado de aplicativos para usuários finais.

OpenOffice.org no Brasil: o projeto OpenOffice.org.br
No Brasil, uma comunidade de voluntários se formou com a missão de adaptar o OpenOffice.org para o português brasileiro. Em fevereiro de 2002, Raffaela Braconi, líder internacional da equipe do projeto L10N na época, repassou a função de coordenação da tradução para Claudio Ferreira Filho. Além de Claudio Ferreira, entre os primeiros colaboradores do projeto estavam César 'Guanch' Melchior, Olivier Hallot e Gervásio Antônio. A esse grupo foi destinada a primeira grande tarefa do projeto, a tradução do glossário padrão, que daria o subsídio para a compilação das primeiras versões do OpenOffice.org em português do Brasil.
A partir de então, além da tradução, o projeto OpenOffice.org.br passou a organizar e desenvolver funcionalidades específicas para a versão brasileira do pacote. Foram criadas as listas de discussão, o projeto de Documentação, o Rau-tu, o projeto Extras e finalizadas as traduções das aplicações e da ajuda do software. O período coincide, também, com a organização de comunidades de Software Livre espalhadas por todo o país. Pela sua popularidade e organização o projeto OpenOffice.org.br passou a ser uma das referências dentro do cenário do Software Livre brasileiro, disseminando a utilização do pacote de aplicativos para usuários, empresas, entidades governamentais e organizações em geral.

O novo BrOffice.org
Em 2004, no entanto, devido a problemas com a marca Open Office, registrada anteriormente por uma empresa do Rio de Janeiro, foi necessário trocar o nome da comunidade e do produto. Surgiu assim o BrOffice.org.
No dia 25 de janeiro de 2006, foi anunciado oficialmente o lançamento da ONG BrOffice.org que passou a organizar as atividades da comunidade OpenOffice.org.br. Apesar da mudança de nome, o BrOffice.org continou representando o OpenOffice.org, com a garantia de todos os instrumentos jurídicos de proteção à marca BrOffice.org.
A missão definida para a ONG alinhou-se às atividades da comunidade já em curso e inclui apoiar e desenvolver ações para fomentar a comunidade brasileira do BrOffice.org e seus projetos relacionados. Entre os objetivos da ONG BrOffice.org incluem-se a difusão do Software Livre e de Código Aberto, a sustentação do projeto BrOffice.org e a promoção do voluntariado.
Além disso, a criação da ONG BrOffice.org permitiu ao projeto relacionar-se com outras figuras jurídicas na forma da lei, seja através de contribuições financeiras, de equipamentos ou recursos em geral ou, ainda, através de projetos contratados junto a ONG, desde que alinhados com a missão e objetivos definidos em seu estatuto.
O anúncio foi acompanhado por diversas modificações na estrutura do projeto. Além da formalização através da ONG, o portal do projeto e a configuração do servidor foram totalmente remodelados. Essas ações foram motivadas pela necessidade de prover a estrutura necessária para o desenvolvimento das versões brasileiras do pacote, com recursos diferenciados em relação ao OpenOffice.org original.
O projeto BrOffice.org está pronto para o futuro. Mais aberto, mais funcional e mais interoperável. Continuaremos trabalhando para disponibilizarmos aplicações de qualidade e ampla utilização, acreditando no Software Livre e na força do trabalho colaborativo.

Plugins do Flash e Java
Um plugin é um programa instalado no navegador que permite a utilização de recursos não presentes na linguagem HTML, na qual são criadas as páginas.
Um exemplo comum de plugin é o Flash Player que é um visualizador de programs escritos em flash. Este plugin é usado pelo Firefox quando for necessário executar um programa em flash no navegador (como banners animados, jogos ou os vídeos do YouTube).
Outro muito comum é o plugin para Java. É uma programa que permite executar aplicações Java muito usadas pelos sites de bancos para criar teclados virtuais e por outros sites para fazer sistemas de notícias.
Além destes há uma variedade enorme de outros plugins como o instalado pelo Adobe Reader para exibição de arquivos PDF dentro do Firefox e o Windows Media Player e QuickTime para exibição de vídeos.

Qual é a diferença entre plugin e extensão?
Um plugin é um programa instalado no Firefox que adiciona recursos que podem ser usados por páginas web. Por exemplo, os plugins Flash, Java e Windows Media Player permitem que as páginas tenham recursos que não são suportados por padrão, como som e vídeo.
Já uma extensão é um programa feito especialmente para o Firefox para criar ou modificar alguma funcionalidade. A existência ou não de alguma extensão não interfere na visualização das páginas.

Descompactador
Programas para compactar e descompactar arquivos, isto é, recebem um arquivo (ou mais) como parâmetro e transforma-o em um arquivo compactado, sem perder os dados originais do arquivo, ou faz o processo inverso, recebe um arquivo compactado e extrai todo o seu conteúdo para o HD. Sua utilização é útil, por exemplo, quando queremos enviar documentos para alguém por email. Imagine que os arquivos, no total, chegam a 4 MB. Como você sabe, alguns serviços de email tem um mau funcionamento quando arquivos grandes são anexados a mensagem, o que resulta, muitas vezes, em não envio do email. Em uma situação dessa você pode compactar os seus documentos em um único arquivo. Com isso os documentos estarão centralizados em um único arquivo e ocuparão um espaço menor no HD. Quando o seu destinatário receber a mensagem com um único arquivo em anexo ele irá descompacta-la e com isso ter acesso a todos os documentos que você enviou.

aMSN
aMSN é um programa de mensagens instantâneas via Internet que foi desenvolvido para possibilitar que usuários de sistemas operacionais baseados no GNU/Linux entrem em contato com usuários do Windows Live Messenger. Este último atualmente se encontra disponível apenas para o Windows e Macintosh.
Desenvolvido por uma equipe composta por diversos colaboradores utilizando a linguagem Tcl/TK sob a licença GPL, é um programa leve e por isso não consome muita memória, pode rodar em várias instâncias (múltiplos logins), possui transferência de arquivos, suporte a grupo, emoticons com sons (normal e animados), histórico de chat, suporte à conferência, suporte a proxy, configuração de fontes, diferentes profiles por login, detecção de contatos que o removeram da lista, controle remoto, etc.
Aceita troca de peles (skin) que podem ser baixadas nosite oficial. Também suporta o acréscimo de plug-ins como o aMSN Plus!, semelhante ao Messenger Plus com ferramentas como nick colorido e comandos na própria janela de conversação. Por ser escrito em Tcl/TK o software é multiplataforma, o que significa que roda em todos os Sistemas Operacionais (Windows, Linux, Macintosh, etc) que possuam Tcl/Tk instalado.

Codecs 
CoDec é o acrônimo de Codificador/Decodificador, dispositivo de hardware ou software que codifica/decodifica sinais.
Existem dois tipos de codecs:
Sem perdas (lossless, em inglês)
Com perdas (lossy, em inglês)

Codecs sem Perdas
Os codecs sem perdas são codecs que codificam som ou imagem para comprimir o arquivo sem alterar o som ou imagem originais. Se o arquivo for descomprimido, o novo arquivo será idêntico ao original. Esse tipo de codec normalmente gera arquivos codificados que são entre 2 a 3 vezes menores que os arquivos originais. São muito utilizados em rádios e emissoras de televisão para manter a qualidade do som ou imagem.
Exemplos desse tipo de codec são o flac, shorten, wavpack e monkey's audio, para som.
Para vídeo, HuffYUV, MSU[1], MJPEG,H.264 e FFmpeg Video 1.
Para imagens, temos os formatos PNG e TIFF.

Codecs com Perdas
Os codecs com perdas são codecs que codificam som ou imagem, gerando uma certa perda de qualidade com a finalidade de alcançar maiores taxas de compressão. Essa perda de qualidade é balanceada com a taxa de compressão para que não sejam criados artefatos perceptíveis.
Por exemplo, se um instrumento muito baixo toca ao mesmo tempo que outro instrumento mais alto, o primeiro é suprimido, já que dificilmente será ouvido. Nesse caso, somente um ouvido bem treinado pode identificar que o instrumento foi suprimido.
Os codecs com perdas foram criados para comprimir os arquivos de som ou imagem a taxas de compressão muito altas. Por exemplo, o Vorbis e o Mp3 são codecs para som que facilmente comprimem o arquivo de som em 10 a 12 vezes o tamanho original, sem gerar artefatos significativos.
Exemplos de codecs com perdas são o Ogg Vorbis, MP3, AC3 e WMA, para som. Para vídeo, temos o Xvid, DivX, RMVB, WMV, Theora e Sorenson. E para imagens temos o JPEG, JPEG 2000 e GIF.

Free Pascal + Geany 
Free Pascal
O produto Free Pascal Compiler - FPC é um compilador de código aberto profissional de 32 e 64 bits voltado para a programação de computadores nas linguagens de programação PASCAL e OBJECT PASCAL desde 1993. Está disponível para diferentes processadores Intel x86, Amd64/x86 64, PowerPC, Sparc. A versão 1.0 foi descontinuada para o processador Motorola 680x0. Suporta os sistemas operacionais: Linux, FreeBSD, Mac OS X/Darwin, Mac OS Classic, MS-DOS, MS-Win32, IBM-OS/2, Netware (libc e classic) e MorphOS.

Geany é uma ferramenta para programação e desenvolvimento que trabalha com múltiplas linguagens, podendo ser uma forte aliada para diversos tipos de programadores. Este software é leve e foi desenvolvido para conferir um IDE menor e mais rápido e que também depende cada vez menos de outros pacotes.

Suporta diversas linguagens
Além das já bastante conhecidas C, Java, PHP, HTML, Perl e Pascal, o Geany também é capaz de programar em ASM, D, CSS, Ferite, XML, Ruby e muitas outras. Você terá a sua disposição uma ferramenta capaz de programar até 38 linguagens de programação.

Recursos
Geany possui diversos recursos interessantes, como a função de auto-completar, dicas, fechamento automáticos de tags XML e HTML, lista de símbolos, interface para plugins, construção de sistema para compilar e executar os seus códigos e muito mais. Sem dúvida, é um prato cheio para programadores de quaisquer linguagens.

FONTES
http://br.mozdev.org/firefox/plugin
http://www.broffice.org/sobre
http://blogueigoo.blogspot.com/2009/02/compactar-descompactar-arquivos.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/AMSN
http://pt.wikipedia.org/wiki/Codecs
http://www.baixaki.com.br/download/geany.htm
http://www.freepascal.eti.br/

28 de agosto de 2010

Tutorial Ubuntu - Personalização

Essa segunda parte do tutorial é dedicada a destrinchar a configuração do Ubuntu após a instalação, incluindo a personalização do Gnome, utilitários de configuração e outras opções de personalização do sistema.
O Ubuntu utiliza uma configuração clássica do Gnome, com duas barras. A barra superior, com o iniciar e os atalhos para os programas é inspirada no MacOS clássico, enquanto a barra interior, com os botões das janelas ativas acabou sendo uma evolução natural do conceito, já que não apenas no Windows, mas na maioria dos outros sistemas, o chaveamento entre os programas abertos é feito através de botões na barra inferior:
 



















Este sistema com duas barras permite usar mais atalhos para programas e gadgets, já que você tem uma barra reservada apenas para eles, o problema é que as duas barras reduzem o espaço útil, o que é um problema sobretudo nas telas widescreen, onde temos apenas 600 ou 800 pixels de resolução vertical.
Naturalmente, esta configuração padrão é apenas uma sugestão, que você pode personalizar a gosto. Uma configuração comum é simplesmente mover a barra superior para a base da tela, mantendo as duas barras:
Para isso, basta destravar a barra (clicando com o botão direito sobre ela e usando a opção "Permitir movimento do painel") e, na janela de propriedades, alterar a orientação de superior para inferior:



Você pode também eliminar completamente a segunda barra, transferindo todos os applets que deseja usar para ela e em seguida eliminar a barra que não será mais usada. Essa é uma configuração muito comum, pois aumenta a área útil da tela.
Configuração dos applets
Clicando sobre uma das barras existentes, você verá um menu como o do screenshot a seguir. Aqui você pode adicionar applets à barra de tarefas (relógio, monitor de sistema, lista de janelas, menu, etc.), adicionar atalhos para aplicativos do menu, além de configurar a largura da barra, criar novas barras ou simplesmente deletá-la. A barra em si é apenas um espaço para incluir os applets que você usa:
 

















Os applets básicos são o "Lista de Janelas", que corresponde à barra de tarefas, o "Barra de menu", que corresponde ao conjunto dos menus "Aplicativos", "Locais" e "Sistema", a lixeira, o monitor de carga de bateria (ao usar um notebook), o botão "Mostrar área de trabalho" e o relógio.
Além dos applets mais conhecidos, é possível adicionar um conjunto muito grande de outros applets, incluindo monitores de sistema, monitores de rede e modem, utilitários para trocar o layout do teclado e acessórios diversos.
Clicando sobre qualquer um dos componentes adicionados à barra de tarefas você tem acesso a mais um menu, que permite mover ou editar as propriedades. No caso do applet para medir a freqüência do processador, por exemplo, é possível fazer com que seja exibido apenas o ícone (em vez do ícone e o texto), de forma de ele ocupe menos espaço na barra de tarefas. O mesmo vale para o relógio, que pode ser ajustado para mostrar apenas a hora em vez de a hora, a data, a previsão do tempo e a pia da cozinha:
 
















Outro applet interessante é a gaveta, que permite adicionar sub-menus, contendo ícones adicionais. Ela é bastante prática para agrupar ícones de aplicativos que você usa com freqüência, sem precisar deixar todos visíveis na barra principal. Com a gaveta você pode ter vários ícones no espaço de um:
 















Um painel de controle para o Ubuntu
Diferente do KDE (e também do Windows), onde as opções de configuração são exibidas dentro do menu iniciar, o Gnome utiliza três menus separados: "Aplicativos" (o bom e velho iniciar), "Locais" (atalhos para as pastas, partições e compartilhamentos de rede) e "Sistema", que agrupa as opções de configuração. Essa divisão foi criada para facilitar a organização, seguindo a filosofia de dividir as opções de acordo com a função, mas ela tem também um ponto ruim, que é o fato de consumir mais espaço na barra:
Nas primeiras versões, o Ubuntu não oferecia nenhum utilitário para editar o menu iniciar (o que levou ao aparecimento de diversas opções de editores), mas esse problema foi logo resolvido. O editor de menus pode ser acessado através do "Sistema > Preferências > Menu Principal", ou simplesmente clicando com o botão direito sobre o "Aplicativos".
Uma característica digna de nota é que você pode selecionar os ícones que serão exibidos, marcando-os ou desmarcando-os na lista. Isso permite remover aplicativos que não usa do menu, sem precisar desinstalá-los nem deletar os ícones. Por default, o sistema oculta os ícones de diversos aplicativos, mas você pode ativá-los rapidamente.
Um ícone bastante útil, que vem desativado por padrão (pelo menos até o Ubuntu 8.10) é o "Sistema > Centro de Controle", um utilitário que agrupa as funções que estão originalmente espalhadas pelo "Sistema Preferências" e o "Sistema Administração" em uma única janela:
 
Como de praxe, você pode também usar o editor de menus para criar novas pastas e novos atalhos, reorganizando o menu como desejar. Você pode também criar atalhos para comandos que usa com freqüência, como por exemplo comandos do rdesktop para acessar servidores remotos, a fim de executá-los com um único clique, basta usar a opção "Aplicativo de terminal" no "Tipo". Você pode também criar atalhos para bastas, usando a opção "Localização":













Assim como em outros utilitários do Gnome, o editor de menus não oferece um botão "aplicar". Todas as alteração são simplesmente salvas diretamente nos respectivos arquivos de configuração, conforme alteradas. Por um lado isso torna a configuração mais dinâmica, já que você não precisa se lembrar de aplicar as configurações antes de sair, mas por outro torna mais fácil cometer erros. No caso do editor de menus existe um botão "Reverter", mas outros utilitários simplesmente esperam que você se lembre o que alterou caso queira voltar à configuração anterior.
Editor de Configurações
Assim como o KDE, o Gnome não é um simples gerenciador de janelas, mas sim um "desktop", com um conjunto de bibliotecas, ferramentas de desenvolvimento e vários programas que facilitam o uso e configuração do sistema. Com exceção do Kernel e drivers, tanto o Gnome quanto o KDE são praticamente sistemas operacionais completos.
As principais diferenças entre os dois são a biblioteca usada e a filosofia de desenvolvimento. O Gnome é baseado na biblioteca GTK2, quanto o KDE usa a Qt. O KDE segue uma filosofia "mais é mais", onde temos um ambiente com muitas opções de configuração, que agrada a usuários avançados. O Gnome por sua vez utiliza uma filosofia "menos é mais", onde os aplicativos e menus conservam apenas as opções mais usadas e mais importantes, de forma a facilitar o uso, o que, por sua vez, torna o uso do sistema mais simples, o que agrada muitos iniciantes.
As limitações da filosofia do KDE se tornam óbvias quando você começa a encontrar opções com o mesmo nome, mas que servem para coisas diferentes dentro dos menus e a se perder no meio das opções do Centro de Controle, enquanto no caso do Gnome as limitações surgem quando você quer fazer algo e simplesmente percebe que não existe uma opção para isso.
O Gnome oferece um conjunto relativamente grande de utilitários de configuração, disponíveis no "Sistema > Preferências", que agrupa as opções visuais e outras configurações particulares, que são armazenadas em arquivos no seu diretório home e podem ser alteradas sem usar o sudo ou o root.
As funções consideradas mais "avançadas" (como exibir um ícone da lixeira no desktop, ou reduzir o tamanho dos botões no Nautilus) ficam disponíveis através do "gconf-editor", uma espécie de "editor de registro", que permite alterar as opções e variáveis incluídas nos arquivos de configuração manualmente:
 














Ele não é um aplicativo muito amigável, pois a idéia é que você o use apenas para alterar opções específicas, citadas em dicas ou em tutoriais. Apesar disso, nada impede que você saia fuçando nas opções, para descobrir o que cada uma faz. A dica nesse caso é que você crie uma nova conta de usuário e se logue com ele na hora de fuçar, evitando assim bagunçar suas configurações.
O Ubuntu Tweak (http://ubuntu-tweak.com/) é um painel gráfico que torna muitas destas configurações acessíveis, aumentando bastante a flexibilidade da interface. Ele é feito especialmente para o Ubuntu e as novas versões companham os lançamentos da distribuição, o que torna a instalação bastante simples.
A primeira opção é simplesmente baixar a última versão do pacote no http://ubuntu-tweak.com/downloads e instalá-lo usando o dpkg, como em:
$ sudo dpkg -i ubuntu-tweak_0.4.4-1~intrepid1_all.deb
Você pode também adicionar as linhas dos repositórios, especificadas na página, no arquivo "/etc/apt/sources.list" e instalá-lo diretamente via apt-get, usando o "apt-get update" e "apt-get install ubuntu-tweak".
A vantagem de adicionar os repositórios em vez de simplesmente instalar o pacote diretamente é que você pode atualizá-lo posteriormente via apt-get, juntamente com os demais pacotes do sistema. Essa é sempre a maneira mais "limpa" de instalar programas.
O pacote cria um ícone no iniciar, o "Aplicativos > Sistema > Ubuntu Tweak" e você pode também chamá-lo via terminal, através do comando "ubuntu-tweak". Aqui vai um pequeno resumo das opções:
Computador: É apenas um menu de informações não editáveis. Mostra informações como a versão do kernel, versão do Gnome, processador usado, quantidade de memória instalada e outras informações sobre o sistema.
Aplicativos: Este é um menu com funções adicionais para instalação e gerenciamento de pacotes, com funções para limpar o cache do apt-get (o "Limpeza de pacotes"), editar o arquivo sources.list e, mais interessante, um conjunto de "ícones mágicos" para instalar aplicativos adicionais, incluindo o VirtualBox, Wine e diversos outros aplicativos pré-selecionados.
Inicialização: Os aplicativos, serviços e applets que são carregados pelo Ubuntu durante o boot podem ser divididos em dois grupos: serviços de sistema, como o "bluetooth", "cups" e outros e componentes do Gnome, que são carregados durante a abertura do ambiente gráfico.
Os serviços de sistema podem ser desativados através do "Sistema > Administração > Serviços", mas não existe uma maneira prática de visualizar ou desativar os componentes que são carregados conjunto com o Gnome, mais um problema que o Ubuntu Tweak ajuda a resolver.
Alguns componentes que são fortes candidados a serem desativados são o "Assistência Visual", "Tracker" (o serviço de inexação de arquivos), "blueproximity" (pode ser configurado para travar o desktop quando você se afasta, monitorando a proximidade de um celular com Bluetooth, mas na maior parte do tempo serve só para travar o desktop em momentos inoportunos), "Verificar por novos drivers", "Evolution Alarm Notifier" (se você não usa a agenda do Evolution, não precisa dele, "Área de trabalho remota", "Gerenciador Bluetooth" (ele fica ativo em background mesmo quando não existe nenhum adaptador Bluetooth plugado) e o "Gnome Login Sound".
Área de trabalho: Ao contrário do que o nome pode sugerir, essa seção possui algumas opções bem interessante, que vão desde ajustes simples, como mostrar o ícone da lixeira na área de trabalho (permitindo que você remova o applet na barra de tarefas e libere um pouco mais de espaço para as janelas abertas), até opções para mudar o comportamento das janelas.
Pessoal: Uma das críticas de muitos contra os painéis do Gnome é que não existe uma opção para personalizar os atalhos de teclado (a única maneira de personalizá-los é através do gconf-editor) o que é mais uma carência suprida pelo Ubuntu Tweak. Outro facilitador interessante é o menu de edição de scripts, que permite que você ative scripts com junções adicionais para o Nautilus (que são exibidos quando você clica com o botão direito sobre os arquivos), incluindo opções para converter imagens, abrir programas como root e assim por diante.
Você pode também adicionar novos scripts, colocando-os na pasta "/.gnome2/nautilus-scripts", dentro do home. Você pode baixar scripts adicionais no http://g-scripts.sourceforge.net/ ou no http://mundogeek.net/nautilus-scripts/.
Sistema: Aqui estão disponíveis opções para alterar as associações de arquivos do sistema, ativar o uso de overburning (que permite espremer um pouco mais dados no CD ou DVD, ignorando o limite de tamanho e gravando até o final do espaço da mídia) no gravador, entre outras opções relacionadas ao Nautilus, ajustar as opções de gerenciamento de energia e também bloquear funções do sistema, como os menus de salvar arquivos para o HD, bloquear tela e assim por diante.

Explorando o Nautilus
O Nautilus é o gerenciador de arquivos default do Gnome. Assim como outros componentes do Gnome, ele oferece uma interface bastante simples, que enfatiza a usabilidade sobre o volume de funções. Ao contrário do Konqueror, que também é navegador, o Nautilus se concentra na tarefa de gerenciador de arquivos, deixando a parte de navegação em aberto para que você escolha entre o Firefox, Opera ou outro navegador dedicado.
Você notará que, mesmo como gerenciador de arquivos, ele oferece uma quantidade muito menor de opções e recursos que o Konqueror, fazendo com que muita gente que vem do KDE, ou mesmo do Windows estranhe bastante. Novamente, caímos na questão do "mais" ou do "menos": o Nautilus oferece menos opções mas em geral é mais simples de usar, o que faz com que algumas pessoas sejam mais produtivas com ele. É mais uma questão de escolha pessoal nesse caso.
Um bom exemplo disso é a barra de exibição de endereços. Por default, o Nautilus exibe a localização na forma de um conjunto de botões clicáveis, o que impede que você digite endereços diretamente, como em outros gerenciadores. Entretanto, basta clicar no ícone da folha do lado esquerdo para ter acesso à barra em texto. Ele também não exibe os diretórios e arquivos de configuração ocultos por default, mas você pode ativar a exibição marcando o "Ver > Mostrar arquivos ocultos".
 











Outro exemplo é o recurso de dividir a janela que está disponível no Konqueror (Janela > Dividir a janela em topo/base), que permite criar dois quadros independentes, que facilitam a cópia de arquivos, que podem ser simplesmente arrastados de um quadro para o outro.
No caso do Nautilus, a opção de divisão não está disponível, mas você pode copiar arquivos de uma pasta para outra (sem precisar abrir duas janelas) abrindo uma segunda aba (Ctrl+T) e arrastando os arquivos de uma aba para a outra. O suporte a abas está disponível a partir da versão 2.24.
O default do Nautilus é mover os arquivos quando o destino é uma pasta na mesma partição e copiar quando o destino é em uma partição diferente (como ao copiar arquivos para um pendrive, por exemplo):
 










Por default, o Nautilus usa ícones grandes com legendas em texto, que desperdiçam bastante espaço da tela. Você pode mudá-los para ícones menores, sem legendas, como no screenshot anterior, acessando o gconf-editor e alterando o valor da chave "/desktop/gnome/interface/toolbar_style" de "both" para "icons".
 









Outras opções relacionadas ao Nautilus que você pode querer alterar são
/apps/nautilus/preferences/always_use_browser: Desmarcando essa opção, o Nautilus passa a abrir janelas em modo simplificado e abrir cada nova pasta em uma nova janela, em vez de usar o modo de navegação. Este modo foi batizado de "nautilus spatial browsing", e chegou a ser usado em versões antigas do Gnome, com reações mistas.
/apps/nautilus/preferences/always_use_location_entry: Por default, o Nautilus mostra ícones na barra de localização e você precisa clicar no ícone da folha à esquerda para que ele exiba a localização em texto. Ativando esta opção, o default se inverte.
/apps/nautilus/preferences/enable_delete: Como uma proteção contra a perda acidental de arquivos, o Nautilus não mostra uma opção para apagar arquivos diretamente por default, obrigando o usuário a primeiro mover os arquivos para a lixeira, para só então conseguir deletá-los. Essa opção faz com que a opção de deletar diretamente seja exibida no menu.
/apps/nautilus/icon_view/thumbnail_size: Uma boa forma de reduzir o uso de memória do Gnome é desativar a exibição das miniaturas para arquivos (sobretudo para os arquivos de vídeo) nas preferências. Se, por outro lado, você gosta das miniaturas (elas são extremamente úteis em pastas com várias imagens, por exemplo), pode ajustar o tamanho default através dessa opção, especificando a largura desejada em pixels.
Ícones no desktop: Por algum motivo, muitos desenvolvedores possuem uma espécie de fetiche por desktops sem ícones, o que talvez tenha algo a ver com o fato do desktop do Ubuntu exibir apenas os ícones de dispositivos. Se você prefere ver os ícones do computador, home e da lixeira, pode ativá-los através das opções "/apps/nautilus/desktop/trash_icon_visible", "/apps/nautilus/desktop/home_icon_visible" e "/apps/nautilus/desktop/computer_icon_visible".
Outra dica importante é que o Nautilus é também capaz de acessar compartilhamentos e pastas remotas através de diversos protocolos diferentes.
Um dos melhores exemplos da facilidade é o "sftp://", que permite acessar arquivos em outras máquinas Linux que estejam com o servidor SSH (o pacote "openssh-server") ativado. Basta digitar "sftp://" na barra, seguido pelo login de acesso e o endereço da outra máquina (pode ser o IP, ou o nome de domínio), como em "sftp://gdh@192.168.1.23":
 








Os arquivos da outra máquina são exibidos como se fossem arquivos locais, permitindo que você edite arquivos, copie e cole, ou até mesmo arraste arquivos de uma janela para a outra. A principal dica é ajustar as opções de visualização no "Editar > Preferências > Visualização" para que ele exiba as miniaturas apenas para arquivos locais. Usando o "Sempre" ele tenta exibir as miniaturas também nas pastas remotas, o que torna tudo muito mais lento e consome muita banda, uma vez que ele precisa ler cada arquivo antes de gerar a miniatura.
 







O sistema funciona muito bem também para acessar máquinas via Internet (muitos administradores de sistemas o usam para transferir arquivos e editar arquivos de configuração em servidores, por exemplo), oferecendo uma opção bastante prática e segura.
Ao acessar um endereço pela primeira vez, você tem a opção de salvar a senha no chaveiro, para que não precise digitá-la novamente a cada conexão. Outra dica é salvar o endereço como favorito, para agilizar o acesso das próximas vezes.
Você pode também acessar compartilhamentos do Windows, usando o "smb://", que tem uma função similar. Basta usá-lo indicando o nome ou endereço do servidor e o compartilhamento que será acessado, como em "smb://servidor/arquivos" ou "smb://192.168.1.254/arquivos". Se o servidor estiver configurado para aceitar logins sem senha, os arquivos são acessados diretamente, caso contrário o Nautilus exibe um prompt pedindo o login e senha do compartilhamento.
Essa mesma função é usada pela opção "Locais > Conectar ao Servidor > Compartilhamento do Windows", que simplesmente pergunta qual é o servidor, compartilhamento, domínio (caso usado) e o login usado e faz o acesso usando o Nautilus.

Mais opções de configuração
Em vez de utilizar um painel de controle centralizado, como no caso do Mandriva e do OpenSUSE, o Ubuntu simplesmente utiliza um conjunto de utilitários de configuração organizados nos menus "Sistema > Preferências" e "Sistema Administração". A lista combina os utilitários oferecidos pelo Gnome (que também estão disponíveis em outras distribuições) com algumas ferramentas próprias.
 






A grande diferença entre as duas seções é que, via de regra, a opções dentro do "Preferências" alteram apenas as suas configurações de usuário, manipulando arquivos de configuração salvos dentro do diretório home, enquanto o "Administração" agrupa as opções que alteram a configuração do sistema e são acessadas através do sudo.
Quase tudo que falei até aqui se enquadra na primeira categoria. Antes de começar a falar sobre o gerenciamento de pacotes e outras tarefas "administrativas", vamos a um apanhado geral sobre as outras opções de personalização:
Aparência: Esta é a seção obrigatória, com as configurações visuais do sistema, incluindo a definição do tema, papel de parede e a configuração dos efeitos. Uma boa medida para reduzir o uso de processamento (que resulta em uma melhoria perceptível em máquinas com processadores lentos, como no caso dos Netbooks) é desativar os efeitos visuais. Esta seção inclui também a configuração das fontes, sobre a qual falei no tópico anterior. Um bom lugar para baixar papéis de parede e temas adicionais é o http://www.gnome-look.org/
Aplicativos preferenciais: Ao contrário do que o nome sugere, essa opção (pelo menos até o Gnome 2.24) não permite ajustar as associações de arquivos, mas sim apenas definir os aplicativos preferidos para algumas tarefas específicas (Navegador Web, Reprodutor de multimídia, Terminal, etc).
As associações de arquivos são definidas através do Nautilus: clicando com o botão direito sobre um arquivo e acessando o "Propriedades > Abrir com" você tem acesso ao menu de seleção, onde pode definir o aplicativo usado para abrir arquivos com a mesma extensão. Por default, ele mostra apenas os aplicativos que são associados com a extensão de arquivo selecionada, mas você pode especificar outros manualmente:
 





Área de trabalho remota: Esta opção abre o Vinagre, que é o aplicativo padrão de acesso remoto nas versões recentes do Gnome, similar à dupla Krfb e Krdc, que é usada no KDE.
Assim como diversos outros aplicativos similares, ele funciona como uma interface de configuração para o bom e velho VNC, que é quem faz o trabalho pesado. Ao ativar o compartilhamento da tela, usuários em outros PCs da rede poderão se conectar ao seu usando qualquer cliente VNC, incluindo, naturalmente, o próprio cliente do Vinagre, disponível no "Aplicativos > Internet > Visualizador de Área de trabalho remota".
Para que as conexões via internet funcionem, é necessário configurar o modem ADSL ou gateway da rede para encaminhar a porta 5900 para o seu PC. Nas configurações, existe também a opção de usar uma porta alternativa e de ativar o uso de encriptação para a conexão (o que ativa o uso de encriptação AES de 256 bits). O problema com o uso de encriptação é que ele é um recurso específico do Vinagre que, por enquanto, não é suportado por outros clientes VNC.
Atalhos de teclado: Assim como a opção de associação de arquivos, esta opção inclui a configuração apenas dos atalhos para funções mais comuns; as demais precisam ser definidas através do gconf-editor.
Bluetooth: Se o seu PC não possui um transmissor Bluetooth, o menu permite apenas escolher entre mostrar ou não o ícone do Bluetooth ao lado do relógio, que (sem o transmissor) não servirá para muita coisa de qualquer forma. Ao plugar ou ativar o transmissor, entretanto, ele passa a exibir uma aba adicional, através da qual você pode parear novos dispositivos ou definir se seu PC ficará em modo visível ou oculto. As opções de enviar e receber arquivos, por sua vez, ficam disponíveis ao clicar com o botão direito sobre o applet ao lado do relógio.
Para quem usa apenas o PC, o Bluetooth acaba sendo um recurso desnecessário, mas ele se torna bastante útil quando combinado com um smartphone, permitindo transferir arquivos e fotos de forma rápida, usar a conexão 3G com a web no PC, fazer backup dos arquivos e contatos e assim por diante, tudo sem precisar conectar o cabo USB.
Controle de volume: Apesar da função dessa opção ser bastante básica, ela esconde alguns truques. Clicando no "Preferências" você pode ativar a exibição de controles adicionais (muitas placas possuem mais de 20 ajustes independentes) e na aba "Chaves" estão disponíveis algumas opções adicionais, como a de ativar ou desativar a saída do fone de ouvido. As opções disponíveis variam de acordo com a placa de som usada e os recursos suportados pelo módulo do Kernel e pelo servidor de som.
Criptografia e chaveiros: O Gnome utiliza o Seahorse para gerenciamento de senhas e chaves de criptografia, permitindo que você salve senhas de acesso, passphrases e outras informações (como as chaves de acesso de redes wireless) em um único chaveiro, protegidas por uma senha mestra. A grande observação é que esta opção se destina apenas a gerenciar chaves PGP (usadas para encriptar e-mails). A configuração do chaveiro do sistema vai no "Aplicativos > Acessórios > Senhas e chaves de criptografia".
Gerenciamento de energia: Aqui vão as clássicas configurações de energia, incluindo o tempo de desligamento do monitor, comportamento do botão de desligar, ajuste de brilho da tela e outras. Se você usa um notebook, uma boa adição é o applet para ajustar a freqüência do processador (botão direito sobre a barra > Adicionar ao painel > Monitor de graduação de freqüência da CPU), que permite ajustar rapidamente a frequência de operação do processador, limitando-o à frequência mínima quando quiser aumentar a autonomia, por exemplo.
Nas versões recentes, o Ubuntu oferece também um bom suporte ao suspender, que permite colocar o notebook para dormir, preservando os dados da memória RAM, mas desligando todos os demais componentes. O suspender é um recurso importante para quem precisa fazer tarefas rápidas repetidamente ao longo do dia, pois evitar ter que ligá-lo e desligá-lo (esperando os clássicos dois minutos a cada boot) a todo momento. A maioria dos notebooks possuem uma autonomia superior a 36 horas em modo de suspensão.
A principal observação é que todos estes recursos dependem que o suporte a ACPI esteja ativado, o que deixa de fora os PCs e notebooks com placas problemáticas, onde você precisa usar o "acpi=off", ou similar na tela de boot, ou modelos baseados em chipsets que ainda não são bem suportados pelo kernel.
Impressora Padrão: Ao instalar várias impressoras, é importante definir qual será a impressora padrão, uma vez que ela é usada sempre que você usa as opções de impressão rápida, ou não altera a impressora na janela de seleção.
Janelas: Essa opção inclui opções básicas para o comportamento das janelas, incluindo a opção de selecionar janelas automaticamente quando o cursor do mouse passa sobre elas, maximizar ao clicar sobre a barra de títulos e modificar a tecla usada para mover as janelas para fora da área visível.
Menu Principal: Este é um atalho para o editor de menus, que pode ser acessado também clicando com o botão direito sobre o "Aplicativos".
Network Configuration: Um atalho para a configuração manual da rede, que pode ser acessado também clicando com o botão direito sobre o applet do NetworkManager ao lado do relógio.
Proxy da rede: Este é mais um pequeno utilitário, que permite definir o proxy padrão do sistema, que será usado pelo apt-get e pela maioria dos utilitários do sistema, incluindo o atualizador de pacotes. Entretanto, o proxy padrão não é usado pela maioria dos aplicativos (incluindo o Firefox), que possuem opções próprias de configuração do proxy. No Firefox, por exemplo, o proxy é configurado através do "Editar > Preferências > Avançado > Rede > Conexão".
Rato (Mouse): Aqui estão disponíveis as clássicas configurações relacionadas ao comportamento do mouse (também chamado de rato nas terras além mar :), incluindo a aceleração, intervalo do clique duplo e outras. Uma opção adicionada nas versões recentes do Gnome que pode ser útil é a de mostrar a posição do cursor quando a tecla Ctrl é pressionada.
Uma dica para quem usa um mouse externo no notebook e quer evitar toques acidentais no touchpad é desativar a opção "Touchpad > Habilitar cliques do mouse com o touchpad", que desativa os cliques com toques sobre o leitor, mantendo apenas os botões de hardware.
Resolução da tela: Tradicionalmente, alterar a resolução da tela no Linux demandava ajustes manuais no arquivo xorg.conf. Entretanto, isso mudou nas versões recentes do X.org, graças à detecção automática dos modos suportados pelo monitor, combinado com uma nova interface que permite o ajuste da resolução sem precisar de acesso de root, o que levou ao aparecimento de ferramentas como o kcmdisplay (no KDE) e o gnome-display-properties, iniciado através desta opção.
Ele permite ajustar a resolução e a taxa de atualização do monitor e, em chipsets suportados, também girar a imagem, o que permite tirar proveito da opção de uso vertical disponível em muitos monitores. Se você possui uma placa de vídeo com duas saídas de vídeo, pode também ativar e configurar a segunda tela através dele.
A grande limitação do gnome-display-properties é que ele se limita a oferecer as opções detectadas pelo sistema. Se ele não detectou corretamente a resolução do monitor, ou se não conseguiu ativar a saída HDMI ou o segundo monitor, por exemplo, sua única opção é abrir o terminal e voltar ao velho processo de configuração manual e instalação de drivers.
Sessões: A principal função dessa opção é configurar os aplicativos que serão carregados durante a abertura do sistema. No Linux, os serviços e aplicativos carregados durante o boot podem ser divididos em dois grupos: os carregados pelo sistema e os carregados pelo usuário.
Os carregados pelo sistema são quase sempre serviços, referenciados nos arquivos de configuração. Você pode fazer com que comandos sejam executados automaticamente adicionando-os a um dos arquivos de configuração (como o /etc/rc.local) mas em um desktop isso se restringe a tarefas específicas.
Os aplicativos executados como usuário, por sua vez, são carregados juntamente com o Gnome ou o KDE, incluindo aí qualquer aplicativo gráfico, ou que não seja executado como root. São justamente estes que são configurados através do applet. Se você quer adicionar um atalho para que o Synergy seja aberto automaticamente, ou quer desativar o tracker (a ferramenta de indexação de arquivos do Gnome) ou o gerenciador de drivers restritos, aqui é o lugar:
 




Na aba de opções, existe também a opção de lembrar os aplicativos em execução ao encerrar a sessão que, assim como o recurso de salvar as abas abertas do Firefox, acaba sendo bastante útil se você liga e desliga o PC com frequência, já que evita que você perca tempo abrindo manualmente os aplicativos que utiliza a cada boot. Existe também a opção de criar uma configuração fixa, onde o sistema passa a carregar o conjunto de aplicativos atualmente em execução.
Som: Além de permitir ajustar os sons do sistema (como seria de se imaginar), essa opção permite definir os dispositivos de som usados, o que é útil na hora de solucionar problemas com o áudio ou em situações em que você tem mais de uma placa de som (como em casos em que você usa uma placa de som USB para as chamadas de VoIP) e quer que a segunda placa seja usada para outras funções.
O suporte a placas de som no Linux é um assunto bem mais complicado do que deveria, devido à variedade de conjuntos de drivers e de servidores de som. Isso faz com que, dentro de cada opção, você tenha um conjunto de opções para cada dispositivo de som, incluindo as opções de usar o OSS, o Alsa ou o PulseAudio, o que acaba lhe obrigando a testar cada uma das opções até encontrar a que funciona melhor.
Um complicador é que ao usar uma das opções do Alsa ou do OSS, muitos aplicativos deixarão de conseguir acessar o som, já que esperam que a placa seja acessada através do PulseAudio. Veja o tópico sobre ele mais adiante para mais detalhes.
Teclado: Como era de se esperar, essa opção permite ajustar o layout do teclado (use o "ABNT2 Brasileiro" para os teclados nacionais ou o "PC (Intl) Genérico de 105 teclas" para os com layout americano) e também as opções de acessibilidade (teclas de aderência e outras).
A opção "Disposições > Outras opções" esconde um grande volume de opções com preferências adicionais, que permitem resolver problemas comuns, como mapear o símbolo de Euro ao atalho AltGR+E, desativar o Caps Lock (uma alternativa mais civilizada ao hábito de simplesmente arrancá-lo do teclado :), definir a tecla usada para ativar as teclas de terceiro nível e assim por diante. Se você sofre o com o clássico problema da repetição do teclado parar de funcionar esporadicamente, basta desativar e ativar novamente a opção de repetição das teclas.
Outra dica é que você pode especificar intervalos forçados na digitação (importantes para a prevenção de lesões por esforços repetitivos) na última aba, fazendo com que o sistema bloqueie o desktop durante dois minutos uma vez por hora, por exemplo.


Fonte: http://www.guiadohardware.net/tutoriais/ubuntu/